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29 de setembro de 2010

Momento Curiosidade - Dinheiro e prazer erótico estimulam áreas diferentes do cérebro

Imagens eróticas ativam uma área mais antiga na escala da evolução.
Estudo vai ajudar a compreender melhor vício em apostas.


Prazer erótico e ganho de dinheiro estimulam áreas diferentes do cérebro: as imagens eróticas ativam uma área mais antiga na escala da evolução, e o ganho de dinheiro ativa uma que surgiu mais recentemente, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.
Esses resultados, que mostram "pela primeira vez" uma dissociação entre dois tipos de recompensas em nível cerebral, poderão permitir compreender melhor, por exemplo, o vício em jogos envolvendo apostas em dinheiro.
Uma equipe de pesquisadores, dirigida por Jean-Claude Dreher, do Centro de Neurociência Cognitiva de Lyon (CNRS/Universidade Claude Bernard), propôs a 18 voluntários - todos homens, com 23 anos em média- que participassem de um jogo permitindo ganhar dinheiro ou ver imagens eróticas.
A atividade cerebral dos 18 homens cobaias foi registrada em um aparelho de ressonância magnética. Durante 45 minutos, os estímulos foram apresentados, "cerca de 200 vezes seguidas", explica Guillaume Sescousse, um dos pesquisadores que participam do estudo: seja um cofre, ou imagens eróticas, com quantias maiores ou menores e imagens de maior ou menor teor erótico.
Os pesquisadores constataram que áreas diferentes do córtex orbitofrontal (situado na parte da frente do cérebro) foram ativadas por essas diferentes recompensas.
As imagens eróticas ativam a parte posterior desta área, mais antiga na escala da evolução. Os ganhos de dinheiro ativam a parte anterior do mesmo córtex, que surgiu mais recentemente no homem.
"Quanto mais as recompensas são abstratas e complexas, mais sua representação ativa regiões anteriores do córtex orbitofrontal", ressaltam os pesquisadores.
Eles notaram também que regiões do cérebro parcialmente ligadas eram estimuladas quando a cobaia descobria o valor das recompensas, que eram relacionadas a dinheiro ou erotismo, com um prazer variável e avaliaram em uma escala de 1 a 10.
As recompensas em dinheiro não eram apenas virtuais, porque as cobaias foram remuneradas "proporcionalmente ao que ganharam" durante o jogo, indicou Sescousse.
As diferentes recompensas ativam áreas variadas do cérebro. Isso poderia "explicar a especificidade de alguns vícios por uma disfunção de uma ou de outra área do cérebro", explica Guillaume Sescousse.
O estudo pode também explicar as redes de neurônios envolvidas na motivação e no aprendizado, estimuladas pelas recompensas.
O estudo sai no "Journal of Neuroscience", revista da Sociedade Americana de Neurociência.

Nota: Época

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“Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que nada é para sempre." (Gabriel García Márquez)

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